Touriga Nacional varietal, sem madeira — a casta portuguesa mais nobre em sua expressão mais direta. Do Alto do Gavião a 750 metros, com noites de 8°C: cassis, violeta e uma mineralidade que nenhuma barrica criaria. Um vinho para quem quer entender o que a Touriga é antes do que a madeira faz com ela.
A Touriga Nacional constrói os grandes vinhos do Douro — com tempo, com madeira, com a solenidade que uma das mais taninas castas do mundo exige. Mas antes de tudo isso, ela tem um nariz. Um nariz que, sem barrica, sem blending, sem anos de garrafa, diz imediatamente de onde vem.
Cassis denso, violeta intensa, pedra molhada e uma nota de alcaçuz que aparece depois que o vinho descansa na taça por alguns minutos. No Alto do Gavião, a 750 metros de altitude, com noites de 8°C durante a colheita de agosto, a Touriga 2025 chegou à adega concentrada e perfumada — e foi vinificada sem madeira justamente para que nada interferisse nessa conversa direta.
Os taninos são firmes — isso é a casta, não o terroir, e não há como mudar. O que o Alto do Gavião oferece é acidez suficiente para equilibrá-los e prolongar o final. Recomenda-se 30 minutos de decantação antes de servir — não por protocolo, mas porque esse vinho se abre com o tempo, e o que revela em 30 minutos vale a espera.
Ficha técnica: